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Amor é Amor

06.03.2015 Samia Assaf

 

 

Vira e mexe meus posts mais “reflexivos” acabam esbarrando nessa questão dos rótulos que usamos pra analisar, tirar conclusões e agir com as pessoas ao nosso redor. Não há nada que esteja me incomodando mais, nem me roubando mais os pensamentos nos últimos tempos, do que esse assunto. Estou “empacada” nisso.

Não se trata de pieguice politicamente correta, nem de sentimentalismo barato. É impossível não perceber o quanto essa mania de catalogar pessoas e estereotipá-las, compromete o nosso senso de justiça, relativiza os nossos valores (o bem e o mal viraram propriedade privada de alguns) e nos impõem barreiras para amar. Não, não estou falando de romantismo – que é algo totalmente diferente – mas do Amor, aquela coisa que une as pessoas através do que elas têm de melhor, embora alguns ainda o tratem como matéria de contos de fada.

Por trás de tantos rótulos que vemos nas pessoas, existe alguém que a gente, às vezes, nem se preocupa em enxergar. Mas enxergar de verdade, não apenas as aparências. As aparências só mostram nossas diferenças. O que existe além delas, nos mostram inesperadas semelhanças. Tudo o que valorizamos e buscamos, por mais diferentes que possamos ser  – como amar e ser amados. Lá, naquele lugar além dos rótulos, existe tudo aquilo que nos faz humanos.

Por isso, os rótulos nos desumanizam. Fortalecem aquela visão de mundo, onde é preciso haver um muro (cultural, étnico, religioso, etc…) entre “nós” e “os outros”. Uma lógica onde  “os outros” são sempre diferentes e esquisitos demais para serem tratados como “nós”, se transformando, aos nossos olhos, em verdadeiros aliens que ameaçam a nossa “normalidade”.

Esse tipo de visão de mundo se alimenta da nossa própria ignorância. É uma lógica fácil: quanto menos eu souber sobre o outro, mais fácil fica rejeitá-lo, marginalizá-lo, odiá-lo. A ignorância gera o ódio. Ela é o maior obstáculo para o Amor e para todo o bem que ele é capaz de fazer.

O Amor está presente onde a ignorância é derrotada. Dizem por aí que ele é cego. Acho apenas que ele enxerga uma coisa diferente do que os nossos olhos nos mostram, trazendo à tona aquela verdade que vive além dos preconceitos. Deixo vocês com um vídeo super bacana, criado pelo Ad Council, que inspirou esse texto: O Amor não tem rótulos. 

 

 

Sou publicitária formada pela ESPM e jornalista formada pela Católica UniSantos, com experiência profissional em planejamento de comunicação e cursos de especialização em marketing digital, também realizados na ESPM. Amo tudo o que é criativo, não sobrevivo sem música, sou apaixonada por viagens, adoro aprender coisas novas, adoro gente simples e espontânea, minha maior paixão é escrever!