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Do jardim à mesa

27.02.2015 Camila Simhon

 

É surpreendente como os melhores resultados estão nas mais simples atitudes.
Comecei a estudar sobre Permacultura há mais ou menos uns cinco anos, em um sítio em São Lourenço da Serra/SP. Lá fiz meu primeiro curso de Design Ecológico, que incluía o Manejo Sustentável de Água e a Produção de Alimentos. Era um curso prático, com algumas aulas teóricas e foi um pouco difícil de entender que não havia regras para as informações passadas ali: que tudo era simples mesmo, apenas uma observação dos processos da natureza, para aplicá-los na prática.
Gostaria de passar  um pouco disso a vocês, ao falar da produção de alimentos. E no plantio das ervas, temos um ótimo exemplo. Com a enorme variedade delas, é necessário fazer esta mesma observação, para sabermos qual o sabor desejado, como usar cada espécie e onde e como cultivá-las – seja em um vaso, ou em um canteiro.
A forma como as agrupamos em um mesmo espaço é o que faz a grande diferença. Existem outros detalhes importantes? Claro que sim, alguns mais óbvios e conhecidos pela maioria, como as condições de cultivo: sol, meia sombra, sombra, tolerância a solo úmido, etc.  Mas a grande beleza e funcionalidade se unem mesmo, quando decidimos como aproximar essas ervas no plantio, considerando suas combinações na mesa, os tipos de pratos que podem produzir e suas regiões de origem. Isso aprendemos com a observação e, por isso, podemos nos arriscar sem medo. Normalmente, ervas que combinam na mesma receita, combinam também no plantio. Ou seja, assim como o tomate e a alface ficam bons em uma mesma salada, se dão muito bem quando plantados próximos, e por aí vai. É o tipo da coisa que vale a brincadeira. Se não der certo, teremos um aprendizado, e se der, uma bela descoberta.

 

imagem: aromaticasvivas.com

Imagem: aromaticasvivas.com

 

 

Dicas de Composições:

 

Temperos

Algumas ervas básicas podem ser plantadas juntas, pois possuem a mesma qualidade em dar o” toque especial” às refeições cotidianas e crescem da mesma forma no seu cultivo. Elas são a sálvia, o coentro, o manjericão roxo, o orégano, a salsinha e o tomilho.

 

Saladas

O mesmo acontece com as ervas usadas para compor saladas, que gostam do mesmo tipo de solo, como o dill, a rúcula, o estragão, a cebolinha, o cerefólio e a salsinha crespa.

 

Vasos mediterrâneos

Também podemos fazer composições de plantas típicas de um lugar específico, como vasos mediterrâneos, só com ervas nativas da região, combinando entre si manjericão doce, tomilho e alecrim, ou a sálvia roxa, a lavanda e o manjericão doce.

 

Cozinha marroquina

O mesmo acontece com a cozinha marroquina: em um mesmo canteiro, que tal plantar coentro, agastache, hortelã e tomilho? São lindos e funcionais no cultivo e, quando juntos, dão um toque especial aos pratos típicos da região.

 

imagem: Jardiland

Imagem: Jardiland

 

 

Algumas Dicas:

Para ter um bom alimento e continuar com a beleza nos vasos e canteiros é importante conhecer sobre as colheitas, regas e suas frequências. O material para o vaso escolhido e o tipo de solo fazem a diferença.  A jardineira terracota é uma opção bonita, mas permeável, podendo causar rachaduras. Quando tiver dúvidas, consulte sempre um profissional especializado no assunto, ou entre em contato comigo, aqui pelo site!

 

Formada em Arquitetura pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e especializada em Engenharia Ambiental, atuo na área do paisagismo funcional, onde coloco em prática os meus conhecimentos em permacultura. Sou sócia de um escritório especializado em projetos arquitetônicos e paisagísticos que respeita os conceitos sustentáveis e nas horas vagas também sou uma corredora apaixonada por trilhas e pelo contato com a natureza.