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Cupidon, le film

22.06.2015 Samia Assaf

 

Antes de ler o texto abaixo, gaste pouco mais de 7 minutinhos assistindo esse filme. É uma produção francesa, chamada “Cupidon, le film”, que nos mostra, de forma bem divertida, as confusões aprontadas por um cupido em seu serviço.

 

 

Pois foi só eu, como você, ter acabado de assistir esse vídeo, que pronto: já fiquei pensando em uma porção de coisas.

Primeiro, que o cupido, no caso, é apenas uma metáfora para o amor. Portanto, assistir o quanto o personagem cupido do filme, mete os pés pelas mãos para formar casais certos, nada mais é do que pensar o quanto nosso sentimento também nos confunde, na busca daquela pessoa que seria realmente nosso parceiro ideal.

Vemos um amor que se distrai, comete erros e cria “gambiarras” ao invés de soluções verdadeiras para as questões do coração. Um amor que faz escolhas aparentemente “fáceis”, mas que só complicam ainda mais a nossa vida e nos dão mais trabalho para concertá-la. E quantas vezes não vemos isso acontecer nas nossas vidas? Quantas vezes nossos sentimentos e atitudes nos desviam dos nossos caminhos?

No vídeo temos alguns exemplos de como isso acontece. Vemos alguém incapaz de perceber o outro porque está obcecado demais consigo mesmo. E quantos, na vida real, não são assim? Pessoas que estão tão focadas em suas buscas por sucesso profissional, reconhecimento e popularidade, que todo o resto parece desinteressante demais para eles, ou até mesmo um obstáculo para atingirem suas metas. Algumas se tornam sós, outras transformam suas relações em uma verdadeira competição, na qual o papel do parceiro é apenas ser “menos”, para que eles se sintam “mais”.

No filme “Whiplash” isso está super bem representado na cena em que o personagem Andrew, um baterista obcecado em ser um dos melhores no que faz, decide que terminar seu namoro vai ajudá-lo a conquistar seu objetivo. Nada pode ficar no caminho…. Nem mesmo o amor.

 

 

Outro momento que nos faz pensar bastante, no filme Cupidon, é a cena em que o cupidinho atrapalhado – finalmente – consegue salvar o rapaz de seu amor narcisista. Achei super bacana que essa cena é representada como uma grande queda do topo de um prédio, como alguém que literalmente despenca de seus delírios de grandiosidade e… fica na pior. E o que o amor (ops, o cupido…) decide fazer nessa hora? Apenas flechar a primeira pessoa que cruza o seu caminho.

Pois é, quem nunca? Quem nunca, estando na pior, resolveu viver um “amor inventado”, ver flores onde não existem. Quem nunca tentou fazer aquela pessoa que não tem NADA a ver com você – e que nem quer o mesmo que você –  caber nas suas expectativas à força. Por carência, ou porque se está cansado demais para buscar a pessoa certa. Como o nosso cupidinho que até rabisca o pergaminho, para enganar o destino.

O desejo de amar, não é a mesma coisa que o amor. Querer estar com alguém, não significa querer estar com qualquer pessoa. Um dia tudo dá errado e isso se transforma numa grande confusão. E daí, você vai culpar quem por essa “grande injustiça” que te aconteceu? A vida, Deus, o universo? Um pobre cupido desorientado? rs

A moral dessa boa história é que o amor requer atenção. Ele precisa que nossos olhos não deixem de enxergar tudo o que valorizamos e precisamos de verdade. Para que a nossa desorientação e nossas distrações não possam mais nos separar dos nossos verdadeiros amores!

 

Sou publicitária formada pela ESPM e jornalista formada pela Católica UniSantos, com experiência profissional em planejamento de comunicação e cursos de especialização em marketing digital, também realizados na ESPM. Amo tudo o que é criativo, não sobrevivo sem música, sou apaixonada por viagens, adoro aprender coisas novas, adoro gente simples e espontânea, minha maior paixão é escrever!