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O futuro já chegou?

21.10.2015 Samia Assaf

 

Hoje, em pleno Back To The Future Day, enquanto todos se divertem discutindo as previsões que falharam no filme, fiquei pensando que o futuro (ou será presente já?) tem novidades bem mais loucas do que a ficção. Por exemplo?

 

Esqueça o DeLorean, você nem vai mais precisar dirigir. Confira o Google Self-Driving Car:

 

 

Tênis que se amarra sozinho? Como todo mundo sabe, já há roupas bem mais inteligentes do que isso.

Confira o exemplo da Heddoko, que tem um projeto em financiamento coletivo. Além disso, O Google (olha ele aí de novo) também fez uma parceria com a Levi’s para a criação de tecidos inteligentes que se conectam com smartphones.

 

 

Skate que voa? Bem o Hendo Hover não chega a voar, mas também não tem rodinhas.

 

 

Pizzas que crescem quando hidratadas? Deixa disso, é provável que nossas comidas sejam preparadas por impressoras 3D:

 

 

Mas essas invenções nem são o que há de mais delirante  – e mais eticamente discutível – sobre o futuro. Tem coisas muito mais loucas do que esses aparelhos todos. No futuro, provavelmente, NÓS é que iremos mudar…

 

Extensão do tempo de vida

 

É o caminho para a imortalidade, ou pelos menos, para viveremos muito mais do que vivemos hoje. Já parou pra pensar no quanto isso mudaria nosso modo de vida? O fato é que empresas como o Google, em parceria com a Apple, já estão investindo em pesquisas nesse segmento, e estão juntos em uma empresa chamada Calico (California Life Company). Na página inicial do site da empresa, ela se define da seguinte maneira:

 

“Estamos combatendo o envelhecimento, um dos maiores mistérios da vida. Calico é uma companhia de pesquisa e desenvolvimento, cuja missão é a de aproveitar tecnologias avançadas para aumentar a nossa compreensão da biologia que controla o tempo de vida. Vamos usar esse conhecimento para planejar intervenções que permitem às pessoas levar vidas mais longas e saudáveis​​. Executar esta missão exigirá um nível sem precedentes de esforço interdisciplinar e um foco de longo prazo para os quais o financiamento já está em vigor.”

 

Super Inteligências Artificiais

 

Muito se falou sobre inteligências artificiais em filmes futuristas. Novamente o Google está nessa e já comprou uma porção de empresas de robótica, computação quântica, além de ter fundado, em parceria com a NASA e outras grandes corporações, a Universidade da Singularidade. Nela, temas como tecnologias exponenciais, projetos inovadores e Super Inteligência Artificial (ASI) são apresentados.

Na ficção essas inteligências artificiais são, muitas vezes, apresentadas como uma ameaça à preservação da espécie humana. Isso pode acontecer, ou não. Pode, porque as superinteligências cresceriam exponencialmente, ou seja, em uma velocidade bem maior do que a nossa. O que isso significa? Que uma máquina, em pouco tempo, se tornaria tão mais inteligente do que nós, que a gente não conseguiria competir com ela. Qual seria a solução pra isso? Implantar a superinteligência em nós mesmos. Num cenário otimista, essa alternativa também poderia nos levar à imortalidade, pois problemas de saúde e sobrevivência seriam facilmente resolvidos por uma inteligência superior e outras inovações como a nanotecnologia implantada em nossos corpos, que poderia combater o câncer, doenças cardíacas, ou até reverter o envelhecimento. Ou seja, viveríamos numa realidade na qual as diferenças entre homem e máquina, ficariam cada vez menores, já que a máquina faria parte de nós. Isso é o que prevê Ray Kurzweil, engenheiro do Google, futurista, um dos fundadores da Universidade da Singularidade e autor do livro “Singularity is Near”, que virou filme:

 

 

Mas há controvérsias se isso daria certo? Sim, há. E quem são os principais críticos? Nada menos que Elon Musk, Stephen Hawking, Steve Wozniak, Bill Gates, entre outros grandes nomes. O primeiro citado e CEO da Tesla, chegou a dizer que o Google estaria “tentando invocar o nosso pior demônio” com essa empreitada e chegou a doar R$ 10 milhões de dólares ao Future of Life Institute, uma organização focada em estudar os riscos e oportunidades do desenvolvimento da inteligência artificial para a humanidade. A questão toda é: será que a IA nos levaria à extinção?

 

Upload de consciência

 

Se tudo o que Ray Kurzweil diz vai acontecer, uma pergunta fica no ar: o que nos faz humanos? Nosso corpo? Nossa alma, ou espírito? Nossa razão? Difícil de responder, né? Cientistas e profissionais de tecnologia costumam se referir a essa coisa que nos faz ser quem somos como consciência. E daí, se formos capazes de armazená-la em algum lugar além do nosso corpo, estaríamos nos preservando além da vida. Discutível, né? A mesma discussão debatida no filme Transcendence, que é profundamente inspirado na Singularidade.

 

 

Mas mais uma vez essa história não fica só na ficção. Neurocientistas já falam na possibilidade de fazer um upload do seu cérebro. E de ter, dessa forma, um back up da sua consciência armazenada em uma máquina, ou nuvem. Esse tema está sendo explorado na série “The Brain with David Eagleman“, exibido pela emissora PBS.

 

Mais maluco do que isso? Implantar essa consciência armazenada num corpo novo. Parece fantasia, né? Mas já tem gente discutindo isso também.

E aí, preparados para o futuro? Medaaaaaaa!

 

Sou publicitária formada pela ESPM e jornalista formada pela Católica UniSantos, com experiência profissional em planejamento de comunicação e cursos de especialização em marketing digital, também realizados na ESPM. Amo tudo o que é criativo, não sobrevivo sem música, sou apaixonada por viagens, adoro aprender coisas novas, adoro gente simples e espontânea, minha maior paixão é escrever!