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O mestre dos cordéis

05.11.2014 Samia Assaf

 

Uma riqueza do nosso patrimônio cultural, a Literatura de Cordel produz criativas histórias populares, sempre ilustradas por belíssimas gravuras. A estética original e encantadora dessas ilustrações, ganhou espaço no gosto do público e ultrapassou as páginas dos folhetos, ao longo da história desta arte, ocupando paredes de museus internacionais e de casas bem decoradas.
E como não tem como falar de Literatura de Cordel, sem se referir a um de seus grandes mestres, vamos prestigiar  J. Borges!

 

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J. Borges

 

José Francisco Borges, nasceu em Bezerros (PE), em 1935. Filho de agricultores, trabalhou na roça desde pequeno e exerceu diversos tipos de trabalhos até fazer o seu primeiro cordel em 1964, aos 29 anos. Na época,  folheto “O Encontro de Dois Vaqueiros no Sertão de Petrolina” vendeu 5 mil exemplares, em 2 meses.

Artista autodidata, para ilustrar suas próximas histórias, resolveu entalhar um pedaço de imburana. Foi desta forma que se tornou um xilogravurista, a função que mais lhe trouxe prestígio. Com o tempo, passou a ilustrar também as histórias de outros cordelistas e a receber pedidos de xilogravuras de diversas partes do país.

 

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Destaques da carreira de J. Borges:

 

– Xilogravurista brasileiro mais reconhecido no mundo

– Já expôs nos EUA, México e países da América do Sul, além de mais de 20 países europeus

– Já ganhou espaço no New York Times, como um grande artista popular

– Ilustrou capas de cordéis, discos e livros, entre eles, “As Palavras Andantes”, do escritor uruguaio Eduardo Galeano.

– Desenvolveu uma técnica própria para criar xilogravuras coloridas

 

Para comprar as obras de J. Borges

 

Os contatos para a compra de xilogravuras de J. Borges estão presentes no site do Memorial J. Borges.
Você pode saber mais sobre a vida e a carreira do artista aqui.

 

Mas o que é mesmo a Literatura de Cordel?

 

Esta literatura surgiu na Idade Média, como uma forma impressa de trovas, poemas e até mesmo peças de teatro. O nome veio de Portugal, onde os folhetos eram pendurados em cordas, também chamadas de cordéis.

No Brasil, a Literatura de Cordel começou a ser produzida em meados do Século XIX. Apesar de ser uma herança portuguesa, aqui ela floresceu com identidade e linguagem próprias, se consagrando como uma arte tipicamente nordestina.

Os folhetos são formados por versos rimados e declamados de forma melódica. Os temas variam bastante, podendo abordar lendas criadas pelo povo, momentos históricos, religiosidade,  coisas do cotidiano e, é claro,  histórias de amor <3

 

 

Sou publicitária formada pela ESPM e jornalista formada pela Católica UniSantos, com experiência profissional em planejamento de comunicação e cursos de especialização em marketing digital, também realizados na ESPM. Amo tudo o que é criativo, não sobrevivo sem música, sou apaixonada por viagens, adoro aprender coisas novas, adoro gente simples e espontânea, minha maior paixão é escrever!